Corpos de vítimas de acidente com ônibus na BR-116 são liberados do IML e levados para Alagoas, São Paulo e Bahia
Seis pessoas morrem em acidente entre ônibus e carreta na BR-116 Os corpos das seis vítimas do acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-116 foram liberad...
Seis pessoas morrem em acidente entre ônibus e carreta na BR-116 Os corpos das seis vítimas do acidente entre um ônibus e uma carreta na BR-116 foram liberados do Instituto Médico Legal de Pedra Azul, nesta quinta-feira (17). Segundo a Polícia Civil, quatro corpos foram levados para a Bahia, um para Alagoas e outro para São Paulo. As vítimas foram identificadas como: Keila da Cruz Trindade, de 25 anos – natural de São José (SC); Valdelice Josefa dos Reis, de 61 anos – natural de Pindobaçu (BA); Tainá Damarys de Lima, de 30 anos – natural de Senhor do Bonfim (BA); Vitor de Souza Ribeiro, de 27 anos – natural de Antônio Gonçalves (BA); Ivanalda Maria da Silva Tiburcio, de 70 anos – natural de São Paulo; Cristina de Souza, de 53 anos – natural de Sobradinho (BA). 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Posto Médico Legal de Pedra Azul Izabela Gonçalves A colisão entre o ônibus e a carreta ocorreu por volta das 20h desta terça-feira (15), na altura do km 25 da rodovia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o veículo seguia de São Paulo para Senhor do Bonfim (BA). O acidente aconteceu no trevo que liga as BRs-251 e 116. “O ônibus seguia na BR-251 e ao invés de parar ele seguiu e colidiu transversalmente no caminhão, que seguia no sentido Cachoeira do Pajeú a Itaobim. Após a primeira colisão, houve o tombamento de ambos os veículos”, disse o PRF Victor Júnior. A PRF informou que está trabalhando na elaboração de um laudo para apurar as circunstâncias da colisão. A Polícia Civil também instaurou um inquérito para investigar o caso. Ônibus envolvido no acidente Corpo de Bombeiros “Foi instaurado o inquérito policial para apuração da circunstância desse acidente, já foram feitas oitivas de várias pessoas, tanto dos motoristas e também dos passageiros que estavam ocupando o ônibus”, falou o delegado regional de Pedra Azul, Thiago Carvalho. Sobrevivente diz que ônibus estava em alta velocidade William é um dos sobreviventes da tragédia Reprodução/Inter TV Em entrevista à Inter TV, um dos sobreviventes da tragédia relatou que o ônibus transitava em alta velocidade momentos antes do acidente. “O cara vinha tão correndo, num sei porque vinha correndo assim, se estava desesperado, alguma coisa. Passou direto no trevo, ao invés de fazer a curva, passou direto. Tentou fazer, mas num deu. O ônibus prendeu de um lado para o outro, e ele deixou quieto, deixou o ônibus seguir. O ônibus seguiu reto e na outra pista da outra BR pegou um baú [caminhão] no meio. Só vi gente lá no chão morta”, disse William da Silva Cardoso. William e outros 18 sobreviventes permanecem internados no Hospital Ester Faria de Almeida, em Pedra Azul. Cinco pessoas também seguem internadas em Itaobim e Taiobeiras. O estado de saúde de todos os feridos é considerado estável. Ônibus não tinha licença de viagem A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus envolvido no acidente que deixou seis pessoas mortas e mais de 20 feridas na BR-116, em Cachoeira de Pajeú, não possuía licença de viagem emitida para o deslocamento. Segundo a agência, o veículo pertence à empresa Transportes Turísticos Papatur Ltda. e estava em processo de inclusão na frota de outra empresa. No entanto, a análise ainda não havia sido concluída. Em nota, a ANTT afirmou que, por esse motivo, o veículo não estava autorizado a operar o serviço. "Como o processo de inclusão ainda não foi concluído, o veículo não estava apto, perante a ANTT, a realizar o serviço e não havia licença de viagem emitida para o deslocamento", informou. A agência esclareceu ainda que o ônibus possuía Certificado de Segurança Veicular e cronotacógrafo regulares. O g1 procurou pela Papatur, mas não havia recebido retorno até a última atualização desta reportagem. A ANTT destacou que uma eventual irregularidade depende da confirmação de que a viagem foi realizada em nome da empresa que solicitou a inclusão do veículo na frota. "Se ficar confirmado que a viagem foi realizada em nome dessa outra empresa sem a emissão da licença, fica identificada a irregularidade", disse. Apesar disso, o órgão ressaltou que a situação, por si só, não caracteriza transporte clandestino de passageiros. "Mas isso não significa que o serviço esteja enquadrado no transporte clandestino de passageiros", acrescentou. LEIA TAMBÉM: ANTT: ônibus envolvido em acidente com 6 mortos em MG não tinha licença para viagem Sobe para seis número de mortos em acidente entre ônibus e carreta na BR-116, em Cachoeira de Pajeú Mais de 20 feridos em acidente entre ônibus e carreta na BR-116 permanecem internados em hospitais de MG Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.